quinta-feira, 4 de março de 2010

Música Espontânea Contemporânea

Movimento musical criado por mim, desafinada e com nenhum conhecimento de teoria, mas apaixonada por música e que tem vontades súbitas de cantar mas não sabe.
Qualquer um pode aderir a este movimento, afinados e des-, porque consiste em simplesmente cantarolar quando parece que nasce dentro de você um ritmo, uma alegria , uma tristeza com vontade de virar som.
Vale percussão, um pedacinho de letra sem sentido, som de língua no céu, ar saindo apertando a bochecha, gritinhos desafinados seguidos de lalalalalá, qualquer coisa.
E o mais importante é que são totalmente efêmeras , irreprodutíveis, voláteis, pontuais , exclusivas todas as músicas desse novo movimento pór-moderno! Lalalalliiiiummmmohohohohojerrrrwwiilll...
Faça parte você também, deixe sua língua se expressar livremente!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Élégie à Port-au-Prince

de Lu Cañete & Rodrigo Madeira

Ai de ti, Haiti.
Cada dia escuto,quando inspiro,
o expirar anônimo dos que restam
sobre o mosaico da destruição,
fora de si.

Vejo rostos que nunca vi,
encrustados nos destroços,
existindo "jusqu´au moment"
de dar pedra e aço ao osso.
Quase ouço, contra um caco de parede
e logo

silêncio, silêncio... o partir do osso que se ouve e não.

Simultâneos cessares de inspiração.
Um coro:de paradas cardíacas.
Sincronizados em pontos vários,
como estrelas inconscientes de qualquer galáxia,
que, em orquestral desfecho
e por antigenisíaco sopro, apagam-se.

- um desmilagre?

Ai de ti, Haiti.
Ai também de mim que sei de ti,
mas continuo, soterrada no que sou,
(como se de outro terremoto, dentro,
sem escala que meça, o epicentro
fosse aqui.)

sábado, 16 de janeiro de 2010


La Casapueblo


a Carlos Paez Vilaró

Bajando hacia la mar,
cubriendo de blancor
como si nieve o que sé yo,
va la casa.
Tan larga casa, que ya cantaron otros,
pero que nunca deja de crecer.
Va bajando por la costa
como un pueblo que busca el mar.
Va como escurriéndose, derretida
por el beso del sol cuando se va.
Esta casa, graciosa y sin techo,
esta casa es un pueblo
sin más nación que el arte.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Amo-te até
amor te.
O amor talha
a mortalha.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sin gracias a la muerte, que ha llegado pronto

Hay algo que no se entiende.
Cuando anunciaron a
las tantas de la noche:
" Homenagem a Mercedes Sosa, que morreu hoje em Buenos Aires"
quería ser extranjera en mi lengua nativa.
Hay cosas que no deberían morirse.
Hay cosas que seguro no mueren.

“Está señora, la Negra,
¿quién ha permitido que se fuera tan pronto?”
Preguntamos sin norte al norte de donde vino.

La visitante incómoda
que recibiremos, todos, un día…
la encontró.

Porque todo cambia, por eso se habrá ido la encantante.
Para que las cenizas se vuelvan flores y después semillas
y otra vez flores.

Pero en un rato,
se pone uno fuerte,
si se le permite que en el recuerdo
suene la voz que mismo en silencio
no se callará.

"Dejále que duerma"
como Alfonsina.

Seguiremos escuchándola,
en el corazón libre,
en el inconsciente colectivo.

Pues que no se calle lo que nos (en)cantó:
Libertad, justicia y su amor de cordillera.

domingo, 2 de agosto de 2009

Ire anyone
a voice to Neda

You see her head on the ground,
wrapped with the so-called scarf.

You see her eyes wide open,
wide lost, wide scared.

You see the hands of others over her heart.
Hands hiding something that went wrong,
so wrong.

But there's no way to hide
this sort of mistake,
there's nothing able to cover
this hole in her existence.

The blood, as the flag stripe,
choose a strange new way.
It's coming out her lips
it's out of her veins.


A weird make-up has been drawn around so beautiful cheeks.

The screams surrounding are in a foreign language,
but actually all idioms turn into the same,
when an innocent life it what is claimed.

quarta-feira, 24 de junho de 2009